Cuidado com a pornografia


 20 de fevereiro de 2017
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A partir da década de 1960, iniciou-se fortemente alguns movimentos de liberação sexual, do feminismo, do uso de drogas e de práticas místicas, dentre outros. Atacavam a moralidade, as regras estabelecidas, a espiritualidade bíblica e os resultados estão sendo percebidos agora, quase cinquenta anos depois.

Com isso, as famílias estão se desintegrando como nunca antes na história; o casamento, em média, não dura mais do que quinze anos; há uma crise instalada em praticamente todas as instituições socias. Daí é fácil explicar a quantidade de casamentos que acabam em divórcio, o crescimento da pedofilia, o abuso sexual, a promiscuidade, a gravidez na adolescência, o crescimento dos índices de doenças sexualmente transmissíveis, etc.
Muitos estão em busca do prazer momentâneo e inconsequente e uma das grandes evidências de que essa mudança tem acontecido é o crescimento assustador da pornografia. Há cerca de trinta anos atrás, as pessoas ainda tinha um pouco de pudor para lidar com este assunto. As revistas eróticas eram vendidas nas bancas de jornais, em embalagens plastificadas; os filmes, com cenas de sexo explícito, passavam nas madrugadas ou nos cinemas, em sessões exclusivas para o público adulto; as novelas eram mais românticas e inocentes, não havia tanta apelação ao nu e à sensualidade. A pornografia não era algo que as pessoas admitiam fazer uso normalmente. Hoje, no entanto, ela está presente em toda a parte. Nas TVs aberta e fechada; nas emissoras de rádio; no telefone; nos sex shop; nas bancas de jornais; na internet, através dos sites e das redes sociais e, para espanto de muitos pais, até na escola. Uma das indústrias que mais cresce no Brasil é a pornô. Nos Estados Unidos, os contos e imagens eróticas atraem maior rendimento bruto do que os filmes de Hollywood. Só existe o crescimento desse tipo de produto e serviço, porque há muita gente consumindo.
Muitos homens ou mulheres fazem uso constante da pornografia e parecem não se importar com isso. A impureza sexual é marcada por uma mente suja, cheia de pensamentos erotizados, piadas indecentes, conversas de duplo sentido, tudo isso debaixo da influência das más companhias, do mau uso da internet e das redes sociais ou por frequentarem ambientes onde tudo isso é considerado normal e permissivo. Diante do exposto, quais são as consequências e o que deve ser feito? Atente para as recomendações abaixo, o que listo como “os cinco D’s da pornografia”.
  1. Dependência: Todo erro ou pecado é sedutor e enganoso, promete o que não consegue oferecer. A pornografia gera um vício comportamental, como o álcool, o cigarro ou as drogas ilícitas. Quando uma pessoa é despertada para o uso da pornografia, sinais químicos são enviados para o cérebro – resultando em uma dependência neuro química. O usuário logo fica refém do prazer. Ele é atraído, como um dependente químico vai em busca da sua droga predileta. Ele precisa de uma correção de mente e postura. Para se libertar, é preciso decidir abandonar a prática e suportar o período da abstinência.
  2. Desilusão: O mundo real sempre está muito distante do mundo da fantasia. Para um homem casado, por exemplo, a esposa real nunca pode competir com a mulher da fantasia. A real é uma pessoa de carne e osso, e aquela com quem ele se casou, quem lhe deu filhos, cuida da casa, administra as rotinas domésticas e ainda trabalha fora. Ninguém pode se iludir, pois a outra perfeita não existe. Leia e pratique o seguinte conselho bíblico: “Beba das águas da sua cisterna, das águas que brotam do seu próprio poço. Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude”(Provérbios 5.15,18).
  3. Declínio: Alguém concentrado em imagens pornográficas está caminhando a passos largos e rápidos para a sua própria queda. Cedo ou tarde as marcas serão expostas e o sofrimento virá. Esse é um problema social, moral e espiritual. Ninguém pode se sentir tentado a achar que a pornografia está sob o controle. O mau desejo é enganoso e, às vezes, cruel demais. O conselho do sábio é muito bem indicado para esse e outros vícios comportamentais escravizadores: “Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Provérbios 28.13).
  1. Depressão: Tal como acontece com as drogas, a pornografia só pode oferecer prazer momentâneo. Depois do uso, vem a vergonha, a tristeza e a sensação de vazio que abrem portas para a depressão. Para quem é casado o efeito é mais devastador ainda, pois o sexo virtual importa uma outra pessoa para a relação conjugal. Via de regra, quando um homem faz uso da pornografia, idealiza ter relações sexuais com a outra mulher e não a sua. O que fazer nesse caso? Siga a dica: nunca troque 30 minutos de prazer com a pessoa errada, por trinta dias, meses ou anos de sofrimento com a pessoa certa. Diga não a pornografia!
  2. Depravação: A Bíblia diz que um abismo chama outro abismo (Salmo 42.7). Quem se envolve em pornografia corre o sério risco de ser atraído para a prática de outros pecados sexuais ainda mais graves. A bem da comparação é sabido que o uso da maconha, que é uma droga ilícita, porém socialmente mais aceita, abre portas para o uso de outras mais pesadas, nocívas e destrutivas, como a cocaína e o crack, por exemplo. O mundo pornográfico é apenas um trampolim para outros atos da mais profunda depravação e, consequentemente, da degradação pessoal e familiar.
O início da solução para pôr fim ao uso da pornografia (e de outros pecados) está na Bíblia Sagrada, em Colossenses 3.5,8: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria. Mas agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência e linguagem indecente no falar”. Essa é uma decisão pessoal, que requer uma atitude rápida e sem mais adiamento. Se você conhece alguém que faz uso da pornografia, seja cuidadoso, discreto e ajude-o com a leitura desse artigo.
Se você vem enfrentando problemas nessa área, evite a próxima olhada ou experimento e pare enquanto há tempo. Ainda dá tempo! Identifique a sua área de tentação; confesse e abandone o seu pecado; foque e priorize suas ações na leitura da Bíblia, na oração e em um relacionamento mais íntimo com Deus; evite ficar muito tempo sozinho e faça da sua vida um livro aberto; encontre um mentor e amigo de confiança para compartilhar suas fraquezas e tentações; se você é casado(a), nunca abra mão da companhia e da amizade do seu conjugue; decida abandonar, de uma vez por todas, essa prática e creia que o Senhor não permiritá que venha sobre você uma carga maior do que a sua capacidade de suportar. Ele sempre lhe enviará um escape (1 Coríntios 10.13). Como está acontecendo agora.
Que Deus abençoe você e sua família.
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Por: José Paulo Moura Antunes. Pastor e Psicólogo. Pastor de Família da Primeira Igreja Batista do Recreio dos Bandeirantes-RJ

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